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Coronavírus e o varejo: o que mudou?

Sabemos que o COVID-19 já começou a mudar a vida de todo mundo, alterando rotinas, horários de trabalho e funcionamento de alguns estabelecimentos. Inclusive, é sempre bom lembrar que a recomendação dos órgãos de saúde é de ficarmos em casa para evitar que a doença se espalhe ainda mais.

Falando nisso, algumas empresas abriram a possibilidade de home office para os colaboradores, assim como nós. O grande problema é que os impactos para as instituições do setor varejista vem sendo sentidos com mais força, já que muitos deles dependem do contato humano, como empresas de alimentação, lazer e até mesmo os salões de beleza, que estão enfrentando um grande aumento no número de cancelamentos e desistências. 

O Google lançou um estudo mostrando como anda o impacto e em que pé realmente estamos nesse mercado. Cola aí e bora ver o que esse estudo tem para nós mostrar.

O mercado e os dados do mundo real

Pois bem, esse é um ponto bastante relevante. Para termos uma ideia, o efeito atual na economia global está classificado na escala 5, ou seja, o primeiro estágio de contingência, com mercados importantes reagindo e remando fortemente contra o surto. É inevitável que certos impactos não aconteçam, embora alguns nichos do varejo  têm respondido bem no meio dessa crise toda. Listamos alguns dados aqui, se liga. 

_No varejo físico: 

_Queda no fluxo de pessoas nas lojas devido às recomendações globais de segurança

_Varejistas como Apple, Nike e até mesmo os shoppings na cidade de São Paulo fecharam as lojas físicas para reduzir riscos para colaboradores e clientes

_Demandas por novos formatos de entrega e que não envolvam o contato pessoal têm sido a aposta.

_No varejo online:

_Aumento de vendas no setor online em diversos departamentos como produtos e alimentos.

_Em alta:

_Os setores de higiene e limpeza deram um  salto na aceleração no Brasil (+30%)

_Produtos não perecíveis entraram para a lista de aceleração, devido ao comportamento de estoque do consumidor.

Dentro do setor de limpeza, produtos de higiene se destacam ainda mais. E com o estudo do Google, dá para notar o engajamento e a preocupação das pessoas.

_O número de buscas pelo termo “álcool” cresceu 369%

_Já que estamos falando de limpeza e cuidado, o termo “piteira higiênica” também disparou e aumentou em 33% as buscas

_Um termo que também cresceu, como já era esperado, foi “limpeza” (54%), que mostrou algumas dúvidas dos brasileiros, como por exemplo, se etanol também pode ser usado para limpeza e até mesmo um pouco de DIY (Faça Você Mesmo), com perguntas sobre como fazer álcool em gel para limpeza

_E como sabemos bem, somos um povo criativo, e isso pode ser perigoso, então na terra onde “life hacks” são gambiarras, a busca por “filtro de café” para fazer máscaras de proteção aumentou (140%). Só um pedido, não façam isso em casa.

Mas fica de boa, não vamos falar só de limpeza e higiene, bora ver um pouquinho sobre outras categorias:

_Enquanto diversas categorias como calçados, headphones e até mesmo perfumes estão em queda, a busca por laptops aumentou 15%, bendito home office, hein? Buscas por aluguel e locação dos computadores estão no topo das buscas relacionadas.

E já dizia o ditado: a união faz a força 

O momento é de apoiar a prevenção e diminuir o máximo de contágio possível, por isso, diversas marcas estão se posicionando para colaborar com o isolamento domiciliar, a fim de controlar a disseminação do coronavírus.

_O Google está bloqueando anúncios que buscam lucrar com o coronavírus, além de colocar o assunto em foco, como forma de ajudar a OMS (Organização Mundial da Saúde)

_As empresas de telefonia como Vivo, Claro e Oi, tomaram algumas medidas para incentivarem as pessoas a ficarem em casa: a expansão dos pacotes de dados, aumento da velocidade das bandas largas para os clientes e abertura dos canais pagos. Seguindo a mesma linha, a Globo liberou o seu sistema de streaming, Globoplay, para toda a população

_O Starbucks, que sempre promoveu com o slogan “Sip and Stay” (Fique e saboreie), atualmente, além de divulgar todo o cuidado com seus estabelecimentos, estão defendendo a estratégia de “Grab and Go” (Pegue e saia)

_Movida cortou as taxas de devolução dos veículos em quaisquer pontos do país

_A Ambev afirmou a importância do momento e produzirá cerca de 500 mil unidades de álcool em gel para doação 

_Nem mesmo a Turma da Mônica ficou de fora. Com o uso do personagem Cascão, conhecido por não gostar de tomar banho, surgiu nos quadrinhos lavando e higienizando as mãos. 

Como as marcas podem se ajudar?

O cenário atual pede atenção e cuidado, mantendo uma visão estratégica e não oportunista, para ajudar de fato no momento e não apenas surfar nos trendings. Se liga nas medidas que podem ser muito necessárias. 

_Comunicar de forma clara aos consumidores sobre mudanças na operação (entregas, limitações, falta de produtos)

_Não permitir qualquer tipo de alteração de preço oportunista

_Trazer outras opções de pagamento e linhas de crédito como forma de colaborar no momento desafiador

_Manter o cuidado com o PDV e mostrar de forma positiva para o consumidor que o ambiente está seguindo as normas recomendadas.

Sabemos que as informações são importantes e estar a frente de todo o mercado faz a diferença, então clique aqui para acessar o estudo completo. Além disso, o nosso CEO  também cedeu um pouco da sua visão sobre a crise. Ficar de olho no mercado e em tudo que está rolando é uma ótima forma de sair do tédio da quarentena.

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