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Especialistas: inteligência artificial terá impacto maior que a internet

Tecnologia cria máquinas e softwares capazes não só de dar respostas programadas, mas também de aprender novos conteúdos

Originalmente veiculado em: Correio Braziliense

 

Enquanto robôs fazem diagnósticos médicos, indicam o melhor produto para oferecer a clientes e se baseiam na previsão do tempo para sugerir trajetos, carros se movem sozinhos, drones entregam produtos em casa e máquinas conversam com seres humanos. O que todas essas funcionalidades têm em comum é o uso da inteligência artificial, cujo impacto no mundo, nos próximos anos,  será “tão grande ou maior” que o da internet e o dos dispositivos móveis, segundo o Totvs Labs, laboratório internacional de pesquisa.

O pesquisador norte-americano Ray Kurzweil, um dos mais proeminentes nessa área, garante que, em apenas 13 anos, a máquina vai se sobrepor ao homem. Em 2030, prevê, os computadores serão mais inteligentes que os seres humanos. Um indicativo dessa possibilidade é que, cinco anos antes de a profecia se concretizar (ou não), o investimento anual na área de inteligência artificial já estará em US$ 23 bilhões, com crescimento médio de 44,3% por ano, estima a consultoria Research and Markets em pesquisa com 23 países, incluindo o Brasil.

“Isso não é mais sonho ou utopia. A inteligência artificial já faz parte da realidade e tende a se aprimorar com muita rapidez”, afirma David Reck, CEO da Reamp, empresa especializada em soluções para marketing digital. E não se trata mais de receber respostas prontas. Além de reproduzir o que foi programado, computadores, agora, são capazes de processar informações e raciocinar. “Tem sido desenvolvida uma inteligência que se assemelha a como uma criança aprende. No início, tem poucas conexões, mas, aos poucos, vai assimilando o que é passado a ela e fazendo ligações”, explica o diretor executivo da Totvs Labs, Vicente Goetten.

É aí que entra o conceito de computação cognitiva, tecnologia que entende a linguagem, inclusive gírias, ironias e a emoção na voz, além de identificar imagens, raciocinar e dar respostas próprias. Embora não tenha afeto, detalhe que a diferencia do ser humano, ela pode perceber, pelo tom da voz ou pelo contexto, se a pessoa trata de um tema de maneira emotiva ou abrupta. Em outras palavras, percebe o tom da mensagem.

“A computação cognitiva vai além da assistente de voz da Apple, a Siri, por exemplo, que responde a provocações desde que estejam dentro do banco de dados dela. Conforme vai aprendendo, a tecnologia agora passa a dar respostas mais precisas”, explica Fábio Rua, diretor de Políticas Públicas da IBM. A concorrente Cortana, da rival Microsoft, já se aventura até a fazer previsões para 2017. Uma delas é confirmada pelos especialistas: “Em 2017, nós, assistentes virtuais, estaremos mais avançadas que em 2016”, responde a ajudante a quem pergunta sobre as expectativas para o ano.

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